Caríssima articulista:
Como habitual leitor do PURO EGOCENTRISMO, me deparei com o estampado conceito anárquico-ideológico sobre moda e a notícia sobre a preferência do público gay. Não é por acaso o lançamento dos dois temas. Separamos os assuntos, muito embora eles revelem um liame inconsciente.
Ora, sem nenhuma dose de preconceito, temos que admitir que a moda é gestada e estimulada pelos gays. Somos vitimizados por uma certa gayzificação do mundo. São padrões estéticos simbólicos incorporados à realidade. Quem são as principais vítimas? O proletariado. Tenho certeza que o domínio gay sobre a moda, especialmente feminina, tem como objetivo secreto a desqualificação da beleza feminina. É uma espécie de arma química, detonada aos poucos e que vai contaminando os costumes. Vejamos:
1) sobre o pretinho básico – As mulheres foram transformadas em viúvas. Todas parecem com as velhas senhoras que amargavam a perda de seus homens. Em síntese, além de uniformizá-las com a neutralidade, aponta para a ausência do ser masculino;
2) barriga de fora – O resultado é drmático. Em mais de 70% dos casos de exposição das carnes, percebemos o excesso de carnes e a carência de apelo visual. Mas todas usam.
3) terminologia – Algumas expressões, como “jogar um lenço sobre os ombros”, “ar blasé”, “blanchâtre”, permitem que as pessoas alcem vôos pretensamente criativos indesejáveis, com resultados catastróficos. Minha cara articulista, estamos diante de uma guerra sem trincheiras.
Até mesmo os trajes militares, que sempre honraram a masculidade dos bravos combatentes, são ostentados por figuras frágeis e com gestos poucos usuais na caserna. O proletariado, sensível aos apelos do capitalismo globalizado, assimila e torna a moda uma caricatura. Talvez esteja aí o veirdadeiro papel revolucionário de classe, tão explorado por MARX. São as camisas e bermudões de surfistas, no asfalto quente das periferias das cidades , longe do mar. São os bonés falsificados, como se todos os meninos pobres fosssem patrocinados pela NIKE. Por fim, como os gays, por certo preferem os homens jovens, somos também atingidos pelas imposições dos modismos. Não há nada mais incrível do que um homem de 40 anos, usando uma calça que deixa os tornozelos de fora, tênis Puma, camiseta justa e um boné com a aba voltada para a nuca. É a infantilização masculina. A questão não é ideológica. Há um intuito em destruir as mulheres e de perenizar os homens como meninos. Eu, enquanto reflito sobre o tema, me encontro alarmado com a volta dos ternos de dois botões. O que farei com os meus de três?
Herton Contrepoison.