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Arquivo da categoria ‘Literatura’

“A atual facilidade de escrever (…) suprimiu a injuriosa necessidade de que haja leitores. Escrever para o prazer estético e, no máximo, para conhecer a opinião da crítica. Sinceramente, eis uma bela mudança: é arte pela arte e arte para a crítica, o que dá o mesmo. (…) Sem o público, a calamidade recitativa não [...]

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Grande Nelson!

As pessoas me acham “engraçada” quando me expresso, principalmente   quando inconformada. Não me considero “engraçada” quando faço críticas. Talvez a graça esteja em catalogar, taggear e criar aforismas na falta de paciência. Nelson fazia o mesmo: Nelson Rodrigues durante sua vida criou vários personagens, arquétipos e expressões como: “óbvio ululante, desconhecido íntimo, cretino fundamental, [...]

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 (Sempre ele, Nelson…)
“O ser humano é cego para os próprios defeitos. Jamais um vilão do cinema mudo proclamou-se vilão. Nem o idiota se diz idiota. Os defeitos existem dentro de nós, ativos e militantes, mas inconfessos. Nunca vi um sujeito vir à boca de cena e anunciar, de testa erguida: – ‘Senhoras e senhores, eu sou [...]

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Idiota confesso 2

O ser humano é cego para os próprios defeitos. Jamais um vilão do cinema mudo proclamou-se vilão. Nem o idiota se diz idiota. Os defeitos existem dentro de nós, ativos e militantes, mas inconfessos. Nunca vi um sujeito vir à boca de cena e anunciar, de testa erguida: – ‘Senhoras e senhores, eu sou um canalha’ [NR]

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Uma das coisas mais terríveis é quando alguém diz que sou engraçada quando me irrito com pessoas e situações.  Assim como Nelson Rodrigues, fico numa tristeza mortal. Sempre falo sério. Se sou engraçada, é a revelia de mim mesma.
***
Antigamente, o idiota era o idiota. Nenhum ser tão sem mistério e repito: — tão cristalino. O sujeito [...]

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Talvez exista, como Nietzsche sugeriu, uma *verdade no sentido extra-moral*; mas não existe certamente nenhuma amizade no sentido extra-moral.
Os biógrafos dizem que Nietzsche defendia a amizade sem proximidade. Sendo assim, é uma das suas ideias mais injustamente esquecida.

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Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Neste final de semana consegui me dedicar a leitura e a música. Passei muito tempo só [...]

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Citando

Todas as mães chamaram histéricos aos seus filhos e todas já acharam que eles são hiperativos. Todas já acharam que os maridos não as ajudavam. Todas elas, em algum momento, pensaram na sua vida sem filhos. Todas elas têm vida para além dos filhos e nenhuma delas está exclusivamente destinada, como se fosse carne para [...]

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Atualidades – 1948

Para transformar o mundo a violência, às vezes, é necessária. É preciso “ter as mãos sujas” para combater a opressão. O bem abstrato e sobrenatural nada consegue realizar, só o próprio homem é criador de sua liberdade.

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O escritor levou ao extremo sua busca da arte pela arte, fazendo de si mesmo a maior de suas criaturas
De todos os personagens que Oscar Wilde criou em sua vasta produção teatral e, de forma mais ampla, literária – aí envolvendo seu único romance, contos e novelas -, talvez o maior tenha sido justamente um [...]

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